terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
Garimpando as alegrias
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
Novos e queridos advogados
domingo, 4 de outubro de 2020
Breve sugestão aos advogados
Na última semana, estive novamente na Turma Recursal dos Juizados Especiais, para fazer sustentação oral em processos que acompanho. Gosto de sustentar oralmente, tarefa que considero bem típica da advocacia. Também gosto da Turma Recursal, cujo ambiente, físico e humano, é mais informal e próximo.
Sessão iniciada, quatro advogados sustentaram antes de mim. Apenas um se despediu dos julgadores quando o julgamento de seu processo terminou. Ele teve sucesso parcial em sua pretensão. Todos os demais, ao verem malogrados seus pedidos, levantaram-se e saíram sem dizer uma só palavra. Notei isso no primeiro, mas pensei: "É um garoto. Coisas da juventude". Mas veio a segunda colega, que parecia estar na casa dos 30, e teve a mesma atitude. E depois daquele que se manifestou, por fim, o quarto advogado, também um rapaz com jeito de ter menos de 30, levantou-se e saiu como se estivesse só na sala.
Nesse momento, a juíza presidente comentou com seus pares que os advogados não lhes dirigiam a palavra se não vencessem a causa. Uma reclamação breve, mas justa. Eu, que raciocino e ajo como advogado, e não como juiz, pensei exatamente a mesma coisa. Quando fazemos sustentação oral, costumamos aguardar na tribuna o resultado do julgamento. Não houve uma só ocasião em que eu, ao ver finalizado o ato, não me dirigisse à corte agradecendo pela atenção que me foi dispensada e desejando um bom dia. Qualquer advogado deveria fazer isso e o motivo é muito simples: boa educação.
Pedir licença para entrar, cumprimentar, agradecer, dar explicações, desculpar-se se for o caso são atitudes que aprendíamos em casa, primeiro, e depois na escola. Ao menos na minha geração era assim. Não sei como está hoje em dia. Repassei essa lição para minha filha, hoje com 12 anos. Ainda adolescente, escutei que agir com educação é um dever, não um favor. Concordei com isso e sempre procurei agir assim, mesmo com raiva e mesmo que minha raiva fosse justa.
O Estatuto dos Advogados é uma lei que nos dá prerrogativas, tais como entrar e sair de locais onde trataremos de assuntos de nosso mister, sem precisar de autorização, e agir com independência na defesa de nossas causas. A independência pede altivez e energia. Mas eu realmente não consigo extrair daí que as regras de civilidade foram abolidas. E eu não gosto de estar em situações nas quais as regras de civilidade foram ignoradas.
Então meu conselho é bastante simples: caros colegas advogados, façam o que espero lhes tenha sido ensinado pela mamãe, talvez pela vovó, quem sabe pela tia do jardim de infância: peçam licença, cumprimentem, agradeçam, expliquem e desculpem-se, se for o caso. Isso não lhes diminui em nada o valor como profissionais. Ao contrário, segundo penso, isso lhes engrandece. Porque mostra maturidade e compreensão pelo funcionamento dos sistemas burocráticos. Maus julgamentos (se for essa a hipótese) se resolvem com recursos e até com protestos, no sentido técnico da palavra, aqueles que ficam consignados em ata. Não com raivinha de moleque pimbudo. Crescer é necessário.
Logo que passei no vestibular, e isso foi em 1992, conheci os célebres Mandamentos do advogado, de Eduardo Couture. O que mais me chamou a atenção foi o nono:
Esquece
A advocacia é uma luta de paixões. Se em cada batalha fores carregando tua alma de rancor, sobrevirá o dia em que a vida será impossível para ti. Concluído o combate, olvida tão prontamente tua vitória como tua derrota.
Aos 16 anos, não gostei desse conselho porque, no calor da necessidade de autoafirmação, quando eu achava que ia mudar o mundo, esquecer uma vitória me parecia impensável. Eu queria tripudiar um pouco do vencido. E fingir ignorar o elevado risco de estar no polo oposto. Hoje, entendo perfeitamente a lição do jurista uruguaio. Ele tem razão.
Advogue, faça o melhor que puder e, independentemente do resultado, siga adiante. Todos ganham com isso.
segunda-feira, 25 de março de 2019
Ainda distantes da Constituição
Nessas duas semanas, renovei minhas noções de perplexidade escutando os argumentos sustentados para negar os pedidos de habeas corpus dos advogados, mesmo com sustentações orais. Ainda é extremamente difícil convencer o judiciário a olhar os casos com mais humanidade e mais apego à Constituição de 1988. O excesso de formalismo, os argumentos de autoridade e as justificativas generalizantes, sempre punitivistas, ainda predominam. Fiquei especialmente aflito com a facilidade com que todas as mazelas possíveis ― p. ex., excesso de processos na comarca, ausência de maior dilação probatória pelo juiz ― são usadas, com a maior naturalidade, sempre em desfavor do acusado. "Não é culpa do juiz". Verdade. Mas também não é do réu. A solução do caso deve ser ignorando as demandas deste?
Por outro lado, também escutei algumas manifestações muito sensíveis, que foram verdadeiros alentos em meio à angústia predominante. Ter acesso à jurisdição é difícil neste país. Mas a verdadeira dificuldade é convencer o sistema de justiça, como um todo, que as garantias individuais precisam ser o norte do julgador.
Vamos aos próximos embates.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
OAB: e pur si muove
Como demonstra o histórico deste blog, sou amplamente favorável ao exame da Ordem, questionando entretanto o modo de sua execução. Quanto mais se aproxima do estilo concurso público, pior. No entanto, há uma grande diferença entre os concursos, que se esgotam em si mesmos, pois têm uma finalidade específica de selecionar para o provimento de certo número de cargos, e o exame da OAB, que pode ser posto em uma perspectiva temporal. Com efeito, ainda que mude a instituição executora, trata-se da mesma instituição comandando um processo de verificação de proficiência, sem caráter classificatório além do "apto". Com isso, podemos identificar os movimentos que a OAB faz para adequar seu exame a diferentes contextos.
Antes da unificação nacional (2010), já observávamos um fenômeno curioso. Os candidatos consideravam certa disciplina mais fácil e se inscreviam nela para a segunda fase (conhecimentos específicos). O aumento da demanda fazia a OAB reagir e, de repente, aquela disciplina oferecia uma prova complicadíssima. Daí os candidatos em busca de facilidade migravam para a área menos exigente, de acordo com os últimos certames. Com a unificação, nossa instituição ganha maior capacidade para tomar decisões sobre a estrutura da prova e, com isso, implementar uma visão específica de política profissional.
Noticia-se hoje que a OAB surpreendeu candidatos e a indústria concurseira com uma prova de estrutura diferente (veja matéria aqui). Basicamente, suprimiu questões das áreas de ética (deontologia) e direitos humanos, transferindo-as para processo civil, processo penal e direito tributário. Vale dizer, reduziu o campo da formação humanista e aumentou o das disciplinas profissionalizantes, notadamente processo. Sintomático, claro. Faz-me pensar se isso não favorece, em última análise, um profissional mais técnico e menos cidadão. Isso me preocupa, dada a imagem que a profissão de advogado já possui. Segundo a matéria, as questões de ética (na verdade, não é apenas ética, mas normas próprias da atividade advocatícia) estavam voltadas a temas técnicos, tais como sociedade de advogados e mais processo.
Não tenho como saber se o movimento feito pela OAB indica, realmente, um redesenho na expectativa de perfil profissional ou se foi algo mais imediatista: gerar uma prova mais difícil ou talvez, apenas, surpreender, sinalizando que não adianta buscar zonas de conforto. Certamente, a prova do XXIII Exame de Ordem Unificado, aplicada ontem, mandou um recado para os cursinhos: reinventem-se, porque nós estamos vivos e vamos sempre buscar abordagens diferentes. E vocês nunca saberão quando. A velha estratégia de buscar o acervo de provas já aplicadas para fazer prognósticos sobre o que tem maior propensão de ser cobrado na próxima acaba de ficar mais insegura.
Não sou especialista nesse tipo de avaliação. Esta postagem mais não é do que uma mera opinião, mas acredito que o maior impacto desse tal recado não recai sobre os candidatos. Afinal, estes dispõem de um edital e precisam se preparar para o que vem pela frente. O impacto maior recai sobre a indústria concurseira, que vende um serviço com todo um marketing de suposta eficiência, medida por índices de aprovação, e precisará agir com maior inteligência doravante. Só macete não vai adiantar.
Termino como comecei: provas são imbecilizantes quando enfatizam, sobretudo, a habilidade de memorização, forçada por conteúdos programáticos gigantes que são sondados por meio de provas acríticas, fortemente presas à letra da lei. Ao fim e ao cabo, provas construídas sobre temas instigantes, sobre a realidade da vida ― e não aquela baboseira de Caio, Tício e Mélvio enredados em uma trama rocambolesca ―, que ensejam a tomada de decisão e a assunção de posturas, seguem sendo um caminho mais garantido para a formação de bons profissionais. E de bons cidadãos.
Nossos alunos precisam pensar de verdade, não apenas reproduzir. Trata-se de uma estratégia tão vetusta quanto eficaz.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Os aprovados de junho de 2017
Bianca de Castro Bordalo
Evelin Liége Gonçalves Campelo
Giovanna Hage Karam Giordano
Jaime Fernando de Mattos Júnior
Lívia Pantoja dos Santos
Natália Miranda de Sousa
Thaís Anselmo Guimarães
Para mim é uma imensa felicidade ver como crescem e se realizam. Quero ter a oportunidade de ver as belas coisas que ainda farão. Ao futuro, meus queridos.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Exemplo de idiotice à esquerda
Como exemplo, temos esta matéria do Pragmatismo Político, sítio de inclinações à esquerda, destacando que a advogada também patrocinou a defesa daquela acadêmica de direito que, em 2010, publicou em sua conta no Facebook comentários raivosos contra nordestinos, a ponto de sugerir que fossem assassinados (leia aqui).
Janaína Paschoal é advogada. E criminalista. Como tal, sua missão profissional é defender pessoas acusadas de crimes. Simples assim. Exatamente do mesmo jeito que a função de um professor é lecionar e a de um cardiologista, cuidar do coração de seus pacientes. Isto não deveria despertar qualquer alarma, embora saibamos que, no Brasil, é usual demonizar-se o advogado do bandido, porque não se compreende (nem se tenta) a função que o defensor exerce, não apenas para o acusado, mas para o próprio sistema de justiça criminal.
Qual seria, então, a finalidade de relacionar Paschoal a dois de seus clientes, especificamente pessoas cujas acusações ganharam repercussão social? Pessoas que despertaram sentimentos ruins no grande público? Um deles, acusado de crime recentemente divulgado, então em pleno calor dos acontecimentos. Além disso, uma violência fora do comum contra sua própria esposa, em um momento em que se discute no país, como nunca antes, o empoderamento feminino. A outra, uma aprendiz de fascista que disparou seu ódio classista contra uma população sabidamente discriminada, que vem a ser, por sinal, a população que mais tem apoiado, com seus votos, o partido que ora ocupa a presidência da República.
A estratégia de marketing de guerrilha utilizada me incomodou bastante, porque afeta diretamente a nós, advogados, e particularmente os criminalistas, renovando um preconceito antigo. No afã de criticar uma liderança da atual guerra santa brasileira, ninguém se pejou de menosprezar o trabalho do advogado; tampouco a OAB, por qualquer de suas agências, se manifestou. Ruim para a advocacia, pior ainda para um dos setores mais delicados da nossa já combalida democracia, que no campo penal vive, afora hiatos ditatoriais, o seu mais duro período de convergência de forças em prol da flexibilização ou relativização (rectius: destruição) de garantias fundamentais.
Isso é punitivismo de esquerda. Péssima ideia.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Advogados de março ― 2016
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
OAB nos recomenda. Mais uma vez
No Brasil todo, existem mais de 1.300 cursos de Direito, mas apenas 1.071 foram avaliados e 139 foram laureados. No Pará, quatro cursos serão agraciados, sendo dois da Universidade Federal do Pará (Belém e Marabá), o da Universidade Federal do Oeste do Pará e, claro, o do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA).
Para sua análise, a OAB utiliza critérios objetivos: os índices de aprovação no Exame de Ordem Unificado e nas avaliações do Ministério da Educação, atualmente Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). Segundo a OAB, não se trata de um ranqueamento, mas de um reconhecimento da regularidade de desempenho do curso, como forma de estimular os esforços em prol da qualidade.
Esta é a quinta edição do selo e a terceira em que o CESUPA é agraciado. Em 2007, fiz esta postagem explicando que, originalmente, a OAB só avaliava cursos com pelo menos 10 anos de existência e, por isso, o nosso ficava de fora, pois iniciou suas atividades em 1999. Também mencionei a irresignação de instituições privadas que não haviam sido premiadas, mas que deveriam tomar o ocorrido como base para refletir sua conduta.
Em 2011, nova postagem, por causa de nossa segunda premiação, que chegava pouco depois da recomendação feita pelo Guia do Estudante. De lá para cá, muita coisa mudou e nós crescemos com qualidade, sendo que o nosso programa de pós-graduação em sentido estrito se destaca como o maior salto nesse processo.
Sem falsa modéstia, comemorar conquistas e reconhecimento externo é uma rotina do curso de Direito do CESUPA, motivo pelo qual frequentemente compartilho com meus colegas, com nossos gestores e funcionários, e sempre destacando os nossos alunos, a sucessão de láureas que nosso trabalho sério e dedicado permite alcançar.
Notícia no sítio institucional da OAB: http://www.oab.org.br/noticia/29172/selo-oab-de-qualidade-aos-cursos-de-direito-sera-entregue-nesta-quarta
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Mais um exame da OAB
A lista abaixo reúne os nomes de ex-alunos nossos, assim como de ainda alunos nossos, que passaram por nós em sala de aula, em defesa de monografia ou outras atividades. Esse contato mais pessoal aumenta a nossa alegria, como educadores, por isso faço questão de me congratular com eles:
Leonardo Souza Silva
Sejam sempre muito felizes.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Um abraço para os futuros advogados
Com isso em mente, aqui vai o meu abraço caloroso para esta equipe de ex-alunos e ainda alunos do nosso curso, que superaram a importante etapa do exame de proficiência. Alguns estão prontos para iniciar formalmente o exercício profissional e outros, no começo do próximo ano, quando formados, já estarão aptos a fazê-lo. Parabéns.
Ana Carolina Alves Coelho
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Mais um listão da OAB
Nayara Garcon Peixeira
E embora não tenha sido minha aluna, mando um abraço apertado para Sandra Marina Ribeiro de Miranda Mourão, que conheci tão pequenina e que será uma grande profissional, graças sobretudo aos valores maravilhosos que lhe foram repassados pela família.
A todos, meus melhores votos de uma carreira bem sucedida, feliz, que lhes proporcione tudo de bom que desejam. Mas, para muitos, ainda falta terminar o curso, não é? Para todos, vamos trabalhar!
terça-feira, 24 de junho de 2014
Meus advogados de junho de 2014
É uma alegria imensa, para mim, ver a tua aprovação, que eu sabia ser uma questão de tempo. De pouco tempo. Agora é tocar a vida adiante, com a garra e o encantamento que te caracterizam.
Sucesso a todos os novos (futuros) advogados.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Algumas pessoas, definitivamente, não têm senso de ridículo
Entendo, portanto, que não se deve confundir prova mal realizada com prova inconstitucional, além de confessar minha desconfiança quanto às pessoas que transformaram a oposição ao Exame de Ordem numa espécie de bandeira de vida. Afinal, estudar e passar ainda é uma opção, que por sinal dá certo para muitos. Em suma, considero uma causa equivocada e que, frequentemente, utiliza argumentos tolos. E eis que a tolice se repete, mas desta vez atingindo níveis superlativos. Veja:
A Associação Nacional dos Bacharéis, que congrega formados em Direito que foram reprovados no Exame de Ordem, levou sua batalha contra o exame profissional à Organização Internacional do Trabalho. Em uma denúncia encaminhada ao órgão internacional, o presidente da entidade, Carlos Schneider, diz que “o exame beneficia a manutenção do trabalho escravo do bacharel em Direito no Brasil”. Para ele, não cabe à OAB decidir quem pode advogar no país e a qualidade do ensino deve ser avaliada pelo Ministério da Educação.
Incrível como alguém consegue tomar uma atitude dessas e sair de casa, depois, sem estar com a cabeça enfiada num saco. Era só o que faltava. Depois da palhaçada de associar o Programa Mais Médicos a trabalho escravo por causa da polêmica classe média a respeito dos cubanos, agora esta. Honestamente, tem gente precisando ler um pouco mais sobre trabalho escravo. Até Wikipedia já ajudaria.
Se estão mesmo tão preocupados com trabalho escravo, e não com os próprios fundilhos, que pressionem o Congresso Nacional a aprovar a PEC 57-A, que é de 1999 e ainda está sendo combatida pelos ruralistas. Aí eu acreditaria um pouco na boa fé de seus propósitos.
Fonte: http://www.conjur.com.br/2014-abr-08/notas-curtas-associacao-exame-ordem-favorece-trabalho-escravo
sábado, 8 de março de 2014
Abraços distantes para os novos advogados
Desejo muito sucesso para todos vocês, em especial para Ana Laura da Cunha Catarino, Arthur Puget Mouta, Domingos Assunção da Silva Neto, Karyme Freitas Carneiro Costa, Lia Vidigal Maia, Paula de Freitas Godoy, Pedro Henrique Costa de Oliveira, Pedro Henrique Nogueira Grobério, Ricardo Santos Dias de Lacerda e Roberta de Oliveira Rodolfi.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Uma pequena comparação
Nos EEUU, existem 202 cursos de Direito. Em 1975, eram 163, portanto foram criados 39 cursos em 38 anos. Mesmo com alguma ampliação na oferta de vagas, o número de matrículas no curso vem caindo ano a ano, tendo havido uma redução de 11% em relação a 2012. Enquanto isso, ainda em 2010 a OAB noticiava que o Brasil, sozinho, possuía mais cursos de Direito do que todos os demais países do mundo somados. Àquela altura, eram 1.240 cursos no país, contra 1.100 no restante do globo, segundo cálculos feitos pela entidade. Eu nem procurei os números atuais.
Até onde sei, não existe o menor sinal de que a intensidade da procura será reduzida, por estas bandas, assim como a oferta de vagas não para de crescer. Inevitável nos perguntarmos, então: nós realmente precisamos de tantos "juristas"?
Sabemos que, em nosso país, há carência de médicos e de engenheiros. Aliás, há uma enorme carência de cérebros dedicados à ciência. Convenhamos, esse ardor todo em torno do Direito não se explica por nenhuma inclinação intelectual ou espiritual. É utilitarismo, mesmo. Vá se informar sobre os onipresentes concursos públicos e os salários oferecidos, por carreiras.
Fontes:
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Um grande caminho começa com um pequeno passo
O Blog do CJK, advogado, envolvido com a OAB e por isso sabedor do causo, noticiou que um bacharel em direito prestou uma declaração falsa à OAB no ato de inscrição. Isso mesmo: o sujeito ainda nem se tornou advogado e já tentou tapear a própria casa dos advogados. Confrontado com a mentira, saiu-se com o argumento de presunção de inocência.
Há pessoas que não compreendem bem, ou insistem em não compreender, para que foram criados os princípios e as normas de garantias. Concordo com o colega blogueiro: a Ordem deve negar a inscrição a esse infrator. Acrescento: e responder pela falsidade para, no futuro, após a reabilitação, tentar nova inscrição, dessa vez o que é certo.
Fonte: http://www.blogdocjk.blogspot.com.br/2013/11/the-end-of-picade.html
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Com direito à carteira vermelha
André Ferreira Pinho
Também quero parabenizar, com um carinho especial, Raphaela Buarque de Moraes, que a um só tempo reúne os atributos de uma grande filha e de uma grande mãe. Eu a conheci em sala de aula, aproximando-se do momento de trazer ao mundo seu filho e vi o quanto é inteligente, dedicada e capaz de se superar. Pessoas assim nos inspiram.
Um abraço forte em cada um dos aprovados, com votos de muito sucesso na carreira que começará, logo ou no próximo ano.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Exame de Ordem: novidades
Conselho Pleno aprova alterações no Exame da Ordem
quarta-feira, 2 de outubro de 2013 às 10h04
Brasília - O Pleno do Conselho Federal da OAB aprovou por unanimidade nesta terça-feira (01) a alteração no provimento do Exame da Ordem para que seja permitido que em caso de reprovação na 2ª. fase (prático-profissional) que o examinando possa fazer o aproveitamento da aprovação da 1ª fase. O candidato terá direito a fazer novamente a prova prático-profissional, uma única vez, no Exame seguinte.
Outra modificação diz respeito a publicação dos nomes daqueles que supervisionam as questões que podem cair no Exame de Ordem. “Essa modificação dará ainda mais transparência ao exame e é uma antiga reivindicação dos examinandos”, explicou coordenar de Nacional do Exame de Ordem, Leonardo Avelino Duarte.
Além disso, foi deliberada a alteração do dispositivo que permite aos estudantes do nono e décimo semestre prestarem o exame. “Hoje algumas faculdades estão com cursos de seis anos. Existe um problema de adequação à realidade”, disse a relatora da proposição, conselheira Fernanda Marinela.
Dessa forma, ficou substituído que os estudantes que cursam o último ano podem realizar o Exame. “A proposta é adequação da norma a uma realidade que já existe”, disse a relatora.
As mudanças entrarão em vigor na data da publicação do provimento e terá validade para os Exames seguintes.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Advogados de julho
Fernanda Vaz Pereira Rodrigues
Gisele Cristina da Silva
Jaqueline Mirna Martins Pinheiro Cardoso
