Edmilson Rodrigues e meu ex-professor, Edmilson Moura, tomaram posse na tarde de hoje, respectivamente como prefeito e vice-prefeito de Belém. Em sessão anterior, os vereadores eleitos no último mês de novembro também foram empossados, sendo 18 fora de situação de reeleição, o que implica grande renovação da Câmara Municipal de Belém, uma necessidade premente. Dentre os edis, Bia Caminha, em quem votei. Por conseguinte, estou satisfeito como há milênios não me sentia.
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Crédito: reprodução do Facebook |
As sessões de posse dos vereadores, primeiro, e da chapa do Executivo, depois, foram marcadas pela emoção de alguns que se manifestaram e pelo tom de cordialidade e até de brincadeira, com direito a vereador empossado sendo liberado para se concentrar com o time, pois é goleiro.
Eleita também a nova mesa diretora da Câmara, como esperado, Zeca Pirão, o mais bem votado de todos os eleitos e membro da maior bancada (do MDB, partido do governador Hélder Barbalho), é o novo presidente da Casa, o que é bom para o prefeito, já que o governador ofereceu parceria ao novo governo municipal. Vale lembrar que Hélder postou uma foto, em rede social, no dia do segundo turno da eleição, em que ele e a esposa apareciam trajando camisas de cor lilás, a cor de campanha da chapa PSOL-PT. Para bom entendedor...
O novo prefeito citou explicitamente a oferta de parceria, em seu discurso. Portanto, isso confirma que Edmilson chega a seu terceiro mandato em um cenário brutalmente diferente ao do período 1997-2004. Em 1996, ele foi eleito como azarão e teve contra si uma campanha implacável que reunia o governo do Estado (à época, na pessoa de Almir Gabriel, dono de uma fama de perseguir inimigos), a Assembleia Legislativa, a Câmara Municipal, outras instituições (que não deveriam funcionar como puxadinhos do governador), a mídia (à frente, as Organizações Rômulo Maiorana, que funcionavam como "diário oficial" do PSDB) e o empresariado. Agora, Edmilson retorna bem mais experiente, com avanços pessoais (a continuidade de sua formação acadêmica) e políticos (sua combativa atuação como deputado federal). Seu tom é mais conciliador e se abre para uma Câmara Municipal repleta de pessoas prometendo apoio ou, pelo menos, "oposição de qualidade", um governo do Estado amistoso e a simpatia, ao menos, do grupo de comunicação da família Barbalho. Se bem que o tom das ORM parece bem leve, também.
Outro mérito de Edmilson é ter como vice uma pessoa que nós sabemos quem é o que fez nos últimos anos. Edilson Moura tem uma atuação política respeitável e está à altura do cargo hoje assumido. O mesmo não se podia dizer da maioria dos vices anteriores (exceção, talvez, a Orlando Reis, por seus muitos anos como vereador, atuação que nos faz saber quem é, mas não angariar meus elogios). O nefasto Duciomar Costa teve como vice um político de carreira que mudou o domicílio eleitoral para concorrer ao cargo, pois sua base sempre fora o sudeste do Estado, ou seja, oportunismo. E o inoperante Zenaldo Coutinho teve uma vice que eu nunca soube de onde saiu. E caso o prefeito hoje fosse o delegado especial de classe especial, seu vice era um sujeito tão sem noção e desagradável quanto o titular.
Enfim, hoje temos algo a comemorar. Já era tempo!
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