quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Me.

Esta manhã, acordei mestre. Isso talvez não tivesse a menor importância se eu não fosse um acadêmico e precisasse da titulação como condição formal de subsistência nesse campo. Como acontece no dia seguinte ao meu aniversário, está tudo como antes. Mas já alertava Renato Russo que "nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu; está tudo assim tão diferente".

Eu estou diferente, consideravelmente mudado. O mestrado foi uma reciclagem, uma grande oxigenação, além de ser a oportunidade de aprender coisas das quais jamais ouvira falar. Não apenas em termos de conteúdo, mas de habilidades necessárias para a prática docente. Sem a menor dúvida, tive um grande aprendizado, na opinião do meu pior e mais inclemente juiz: eu mesmo estou me achando mais capaz de ser professor, embora com a plena (e salutar) convicção de que tudo é um processo, um projeto em execução.

Ficam-me as lições, mas também as inúmeras indicações de leituras que preciso fazer. Como me disseram anos atrás, o título de mestre é como uma carteira de motorista: ele apenas nos autoriza a dirigir. Agora resta decidir para onde se quer ir e efetivamente se por a caminho. E eu quero estar nesse caminho, acompanhado das pessoas maravilhosas que já encontrei nele, alunos inesquecíveis e grandes professores e colegas.

Bom dia a todos.

4 comentários:

Ramon Bentes disse...

Sucesso Mestre !

Anônimo disse...

Parabéns caro Yúdice.
Kenneth

Yúdice Andrade disse...

Muito obrigado pelas palavras, meus amigos.

Alexandre Carvalho disse...

Caro Yúdice,

Parabéns por essa conquista. Você foi um professor muito dedicado na minha graduação, que nos transmitiu experiência e conteúdo.

Abs,

Alexandre Carvalho.