terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Bodas de estanho

Exatos dez anos atrás, a uma hora dessas, eu estava aproveitando a praia de Alter-do-Chão, junto a minha mãe e meu irmão. Mas não era exatamente um dia de lazer: era a única oportunidade de ir àquele belíssimo cenário, que os dois não conheciam. E, para mim, era um relaxamento, enquanto aguardava o evento da noite, nada mais nada menos do que o meu casamento com uma filha daquela pundonorosa terra.

Naquela noite, desposei Polyana na até então mais longa cerimônia religiosa de casamento que já vira. Mas estava ocupado demais para me dar conta disso. Dois dias depois, dissemos "sim" novamente, agora em uma cerimônia civil conduzida pela juíza de direito e minha amiga pessoal Ana Patrícia Fernandes, aqui em Belém.

E lá se foram dez anos! Não vemos o tempo passando e, quando paramos para prestar atenção, até nos assustamos. Em dez anos muita coisa acontece e muita coisa aconteceu, ora boas, ora ruins, mas todas elas mostram o que é construir uma família de verdade. E a mais importante delas, obviamente, é nossa filha Júlia, nossa mais sublime realização.

Agradecimentos e mimos pessoais serão feitos pessoalmente, como devem ser. Aqui, na publicidade do blog, fica o registro sob a forma de uma doce canção de minha cantora favorita, Adriana Calcanhotto, que fala sobre o amor real, não aquele idealizado de filmes e livros. Como as coisas mais importantes, é algo que acontece.

Aconteceu quando a gente não esperava 
Aconteceu sem um sino pra tocar 
Aconteceu diferente das histórias 
Que os romances e a memória 
Têm costume de contar 
Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas 
Aconteceu sem um raio de luar 
O nosso amor foi chegando de mansinho 
Se espalhou devagarinho 
Foi ficando até ficar 
Aconteceu sem que o mundo agradecesse 
Sem que rosas florescessem 
Sem um canto de louvor 
Aconteceu sem que houvesse nenhum drama 
Só o tempo fez a cama 
Como em todo grande amor

PS - Cabe, entretanto, um importante reparo: nesta história, houve, sim, um raio de luar. E ele fez toda a diferença.

3 comentários:

Ramon Bentes disse...

Felicidades constantes ao casal.
Ramon Bentes

Jean Pablo Heidrich disse...

Recordo-me com bastante alegria os primeiros momentos de vocês, ainda como amigos (ou mais que isso, hehe) aqui em Floripa, salvo engano, nos idos do ano 2000.

Agora, 15 anos após, ainda aguardo, com o mesmo entusiasmos, a visita de vocês. Incrível que quando os encontro parece que ainda estou no ano de 2000. Mudou muita coisa, por óbvio, mas o carinho é o mesmo.

Enorme abraço primo e felicidades pra vocês.

Jean

Anônimo disse...

Bela homenagem.