domingo, 19 de fevereiro de 2012

Passando longe

Conheci o Pizza Hut em Florianópolis anos atrás, quando ele ainda não havia sentado praça aqui em Belém. Fui no dia do rodízio e achei legal. Assim, quando a franquia aportou por estas bandas, gostei da novidade e quis conhecer. Foram várias tentativas infrutíferas, porque o local vivia lotado (e com um público predominantemente adolescente que me desmotiva). Uma noite, por fim, entramos. Bastou me sentar para descobrir a tragédia: nada de Coca-Cola.

Sempre defendi que um estabelecimento que não comercializa Coca-Cola deve abrir falência imediatamente. E como a pizza também não me pareceu lá grandes coisas (até porque pizza não é algo que me arranca suspiros de prazer), nunca quis voltar.

Anos se passaram e eis que hoje a conjuntura me fez conceder uma nova chance. A família me pressionava por um passeio e, quando o sol abriu à tarde, achei que podíamos aproveitar. Ledo engano, pois no intervalo em que nos arrumávamos o tempo fechou e a chuva começou. Uma hora depois, Belém era lavada por uma chuva amazônica! Hipóteses diferentes de passeio foram eliminadas. Tentamos a Estação das Docas, onde talvez pudéssemos mostrar para Júlia alguma coisa do carnaval, mas lá havia fila de carros para entrar  e uma fila que não se movia. Claro que alguém sugeriu o desafogo de sempre: shopping. Mas ameacei de volta com as pragas do Egito.

Encurtando a conversa, acatei o pedido sobre pizza. Podia ter ido à Cia. Paulista, mas não gosto muito do ambiente lá, então resolvi dar uma chance à cabana. À porta, a confirmação de que produtos Coca-Cola continuam ausentes. Disse aos funcionários como isso era absurdo.

Uma vez acomodados, percebi que havia três opções de café no cardápio. Estava com vontade de tomar café. Pedi. Mas hoje, simplesmente, não tinha. Um simples café...

Fizemos os pedidos possíveis e devo dizer que a comida estava até decente, exceto pela pizza de calabresa, que tinha gosto de requeijão. Felizmente, um bom requeijão. Ao final, a conta dos cinco comensais (excetuando a criança) chegou a 100 reais, o que considerei excessivo, no contexto. Minha esposa, que ama essas porcarias (e só não vive no McDonalds porque não conta com a minha simpatia), estava satisfeitíssima. Foi por causa dela que fiz essa concessão. Mas minha decisão já estava tomada: nunca mais colocarei meus pés no Pizza Hut de novo.

De quebra, as mulheres disseram que o banheiro feminino estava imundo. Que feio, não?

6 comentários:

WALQUER CARNEIRO disse...

Muito bem!!! Bela crônica, todavia, para quem excomunga pizza, defender tanto assim de coca-cola é um tanto quanto paradoxal, entretanto continuarei a ler o seu blog que é muito legal.

Yúdice Andrade disse...

Mas, Walquer, eu não excomungo pizza. Disse apenas que não está entre as minhas preferências. Não gosto de sair de casa para comer pizza, até porque pizzarias costumam ser o inferno em terra, em termos de barulho e gente sem noção. Na hora de pedir comida pelo telefone, sou mais um China in Box do que uma pizza, mas tenho consciência de que a iguaria é uma paixão universal.
Quanto à Coca-Cola, admito que é um vício meu. Fazer o quê?
Muito obrigado pela gentil avaliação do blog. Volte sempre.

Ana Miranda disse...

Yúdice concordo contigo em gênero, grau e número: Local que não tem coca-cola deveria mesmo pedir falência.

Eu sou do time da Polyana, adoro comer "besteira", mas gosto muito mais do Bob´s.

Francisco Rocha Junior disse...

Amigo,

O fato de não haver Coca-Cola na Pizza Hut é um por motivo bem simplório: a cadeia Pizza Hut pertence à Pepsi...

Abraços e um ótimo resto de Carnaval.

Victor Picanço disse...

Eu gosto muito d apizzaria Vitória, ali na Benjamin. Pizza muito boa e ambiente idem.

Yúdice Andrade disse...

Quando eu for a Juiz de Fora, Ana, só me recomende os bons lugares!

Não sabia dessa particularidade, Francisco. Isso significa que o defeito jamais será corrigido. Então, como os incomodados é que se retiram, o jeito é corroborar minha decisão.

Vai demorar, Victor, mas um dia vou lá conhecer. Grato pela dica.