domingo, 30 de junho de 2013

Holograma

Foi realizado ontem à noite, em Brasília, o show "Renato Russo Sinfônico", projeto de Giuliano Manfredini, filho do cantor, empenhado em preservar a memória e a obra do pai. Uma tarefa nada difícil, considerando que uma e outra continuam vivas e intensas no imaginário de uma legião de fãs.

Ainda não li as notícias a respeito, mas parece que houve problemas no som. Consta que o público presente perdoou isso. Afinal, todos estavam ávidos para ver o grande acontecimento da noite: o próprio Renato Russo cantando "Há tempos", graças a uma tecnologia utilizada somente uma vez até hoje, que permite a projeção de um holograma. Eu estava atrás de vídeos do espetáculo, para saber como funcionou o tal holograma, mas não encontrei por enquanto.

Nunca fui de viajar para shows, mais provavelmente por puro comodismo. Se eu morasse no Distrito Federal, sem dúvida teria ido. Morando aqui, não me empolguei. Afinal de contas, não consigo entender uma homenagem a Renato sem a presença de artistas que fizeram parte de seu mundo. Estou ciente de que os demais músicos da Legião Urbana já gritaram aos quatro ventos que agradecem as honrarias, mas que já deu. Para eles, Legião Urbana é página virada e eles não voltarão a isso. Tudo bem.

Mas como fazer esse show sem Capital Inicial, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso? Será que esses artistas foram ao menos sondados? Ou a proposta era fazer um evento de fãs para o ídolo?

Não conheço alguns nomes que aparecem no setlist. Talvez sejam gratas surpresas, mas não dá para tolerar Ivete Sangalo! Jerry Adriani não me inspira muita confiança, ainda mais com um dos títulos mais importantes do repertório da banda. E Lobão... Deixemos de lado o passado do cara. Mais recentemente, ele saiu do obscurantismo com uma autobiografia no qual passa a defender o ideário da extrema direita! Roqueiro de direita, mermão?! Renato deve ter gritado muitos palavrões nessa hora.

Mas, enfim, espero que Giuliano Manfredini siga seu projeto. Com sorte, quem sabe um dia tenhamos um museu dedicado ao cantor. Terei prazer em visitá-lo. Enquanto isso, sigo ouvindo sua voz no carro, ele que é minha trilha sonora mais constante.

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