sábado, 23 de outubro de 2010

Debatendo o tráfico de pessoas

A última atividade da X Semana Jurídica do CESUPA, que encerrou ontem no princípio da noite, foi uma mesa redonda sobre o tema "Tráfico de pessoas". De mero espectador, interessado pelo tema, tornei-me participante da mesa, devido a um imprevisto que atingiu uma colega. Para mim, um feliz imprevisto, porque me permitiu tomar parte ativa de uma tarde produtiva e muito agradável.
A mesa foi presidida pela Profa. Mônica Hagedorn, nossa colega de casa, e contou com a presença do Procurador da República Ubiratan Cazetta, que sempre colabora conosco; de Milene Matos, coordenadora pedagógica da ONG Sodireitos, que nos brindou com uma visão prática e muito humana das pessoas vitimizadas por esse crime tão nefando, com o enfoque voltado para a realidade de Belém do Pará; e deste que vos escreve.
Descortinando como se desenrola o drama que vitimiza tanta gente e como essas pessoas se sentem, quando acontece de voltar para suas casas (abordagem de Milene); tratando das dificuldades e deficiências do poder público, bem como do nó que é obter cooperação internacional em qualquer área (abordagem de Cazetta); e criticando a legislação vigente e o mercado consumidor da exploração sexual, normalmente formado por cidadãos exemplares perante toda a sociedade (minha abordagem), conclamos os acadêmicos a aprofundar pesquisas sobre o tema, escrever a respeito e, inclusive, aderir a ações concretas, seja através de grupos de extensão universitária, seja através de organizações não governamentais.
Pela segunda tarde consecutiva, ficamos com a sensação não apenas de dever cumprido, mas de termos ao menos plantado uma boa semente em alguns corações e mentes. Para mim, foi um privilégio participar. E foi extremanente benfazejo ver tantos estudantes acompanhando, com real atenção, e fazendo perguntas, deixando suas mensagens.
Por essas e outras, sempre repito que se há um lugar em que gosto de estar, é na academia. Esse é o meu lar.
Cumprimentos finais, reiterados e entusiasmados às professoras Bárbara Dias e Luciana Fonseca pela organização do evento tão bem sucedido.

2 comentários:

tchan tchan tchan tchannnn disse...

Comumente chamado de vício, cachaça, em uma tentativa de representar o quanto nos vinculamos à academia, é, sem dúvida, um espaço compartilhado, intenso, onde muitas vezes passamos mais tempo do dia, junto aos alunos e colegas, do que junto aos parentes...Mas, vale a pena, né Yudice?
abraços!

caio disse...

Pena ter lido isso depois. Aprecio também o sr. Cazetta.

Professor, parece que a nova constituição afegã prevê impeachment para magistrados. Será que isso seria necessário aqui também? Ou suspender aquelas tristes (para nós) aposentadorias que passam da dezena de milhares, nos casos de comprovada corrupção, bastaria?

Eis a fonte: http://www.conjur.com.br/2010-out-25/constituicao-afega-preve-impeachment-magistrados