sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Não adianta, eu não entendo

Nos primeiros anos do curso de Direito, o aluno prioriza a balada. Lá pelas tantas, prioriza o estágio. No último semestre letivo, prioriza o exame de Ordem.
Afinal de contas, quando é que o cidadão se dá conta de que mais importante é o curso em si? Que tempo resta para colocar a sua formação acadêmico-profissional acima das demais atividades?
Desnecessário dizer que os que sabem focar o objetivo certo se destacam a olhos vistos.

4 comentários:

Ana Miranda disse...

Eh...eh...eh...
Isso me fez lembrar uma coisa...
A Carol, minha filha, teve um professor no cursinho que dizia assim: "Isso mesmo rapaziada, aproveitem a vida, vestibular tem todo ano, 18 anos, só uma vez na vida".
A Carol disse que depois disso, as aulas dele nunca mais ficaram vazias, eram as 2 últimas, na sexta-feira.

Frederico Guerreiro disse...

Precisa amadurecer. Olhar para o futuro.
E para alguns a adolescência nunca acaba.

Ah, e tem mais: na área do direito não se pode parar de estudar nunca! Eu às vezes tenho vontade de voltar para a sala de aula porque acho que perdi alguma coisa que me ajudaria em situações determinadas.


Mas é sempre assim. O pai do aluno(a) paga para que alguém lhe transfira conhecimento (!!!), mas o tal acadêmico(a) não dá a menor bola para isso - considero eu uma falta de respeito com os pais que lutam para pagar os estudos dos filhos. É lamentável ver quanta gente joga dinheiro fora.

Print Point disse...

O ser humano em si, principalemnte aquele que não dispõe de uma situação financeira nas altas, é naturalemnte um ser preocupado... Preocupado em diminuir o tempo que se gasta para fazer a mesma quantidade de dinheiro, ou adquirir a mesma quantidade de conhecimento ou para conseguir a mesma quantidade de divertimento... Enfim, eu sou uma pessoa naturalmente preocupada, mas a vida já me provou diversas vezes que nada mais importa, NADA, a não ser priorizar os seus amores na vida. O meu amor maior neste mundo, por exemplo, é a minha família, o amor deles, curtir eles... Então, as vezes(com mta dificuldade) deixo qualquer outra coisa simplesmente pra ficar uns instantes a mais ao lado deles, e viver... No caso do estudo, que é muito importante pra mim, e mtooo pra minha mãe, tento "fazer lucrar" pra assim fazê-la descansar a mais e eu tbm...

Yúdice Andrade disse...

Ana, muita gente escolhe a carreira docente para se sentir líder em meio à garotada. É como se buscasse uma popularidade que não tinha na própria juventude. Tem lógica: você não era bonito, rico nem agregador, mas agora é professor. Há um monte de gente em seu redor, às vezes adulando, às vezes festejando.
Enfim, há transtornos de todo tipo.

Ah, eu conheço uns tantos que se inserem nessa categoria, Fred.
Quanto à questão de jogar dinheiro fora, para muitos nem existe essa preocupação. Aí a coisa se complica drasticamente.

Interessante o desabafo, Print Point. Senti uma certa identificação.