segunda-feira, 26 de julho de 2010

Primeiras impressões de Gramado

A cidade é linda, limpa e parece muito consciente de suas peculiaridades regionais. Está acontecendo a 17ª Festa Colonial e, por isso, as ruas e os canteiros centrais estão enfeitados com espantalhos e diversos outros elementos que remetem à vida no campo e às inúmeras atividades rurais desenvolvidas por aqui. Tudo caprichado e bem cuidado.
As pessoas nos atendem aqui como em Santa Catarina: são calorosas, prestativas e muito educadas. Os primeiros contatos foram bastante positivos.
E a constatação dramática: paraenses não podem dirigir por aqui! A cidade não possui semáforos (ou sinaleiras, como eles chamam). Tudo funciona na base do respeito às vias preferenciais, com um detalhe importantíssimo: a prioridade é do pedestre. Você entra na rotatória (rótula, como se diz aqui) e, portanto, tem a preferencial, mas dá de cara com uma faixa de pedestres. Então você para, mesmo que deixando o veículo exposto à transversal, até que os cidadãos atravessem. Vários deles agradecem, cordialmente. É como se a cidade conservasse, apesar de toda a badalação, a gentileza da boa gente do campo.
Vou parar por aqui, a fim de prevenir uma depressão. Afinal, daqui a exatamente uma semana eu estarei em casa, após o primeiro dia de batente, de volta à minha jornada dupla diária.

7 comentários:

Frederico Guerreiro disse...

Igualzinho a sua cidade, né amigo? Se viajares mais um pouquinho, ou morres de depressão ou não voltas mais.

André Batista disse...

Olá Yúdice, Boa Viagem!
Estive em gramado no natal, tava um calor considerável, daí pude tirar a conclusao que Gramado não é uma cidade feita pro calor , mas devidamente pensada para o frio. Quando nela também pensava: É uma cidade que parece não haver pobreza, parece. Ah, cuidado com os vendavais que andam assolando essa área.abs

Luiza Montenegro Duarte disse...

Estive em Gramado há dois anos, exatamente nesta época, e confirmo tudo o que o senhor disse sobre as pessoas. Elas são extremamente gentis e educadas.
Fiquei hospedada em uma pousada charmosíssima e, quando quase peguei um resfriado, a propritária se deu ao trabalho de me fazer um chá de gengibre, que supostamente evitaria o mal. Bem, funcionou.
Ao ler o texto, fiquei com saudade da civilidade, mas lembrei mesmo foi da comida! hehe. Roteiro gastronômico: uma boa galeteria, um bom fondue, muitos chocolates quentes no fim da tarde e um bom café colonial, no mínimo!
Ah, e não esqueça de levar a Julia no Parque Knorr. Ela vai enlouquecer!

Ana Miranda disse...

Isso foi uma das coisas que me deixaram espantadas quando morei em Santa Catarina, lá tem semáforo, mas mesmo o sinal estando aberto aos carros, eles param se tiver pedestre na faixa querendo atravessar.
Aí eu já não achava tão interessante, pois se tem sinal verde para carros e depois para pedestres, por que o motorista parar no verde de carro?
Eu sempre esperava o verde abrir para mim como pedestre, aí sim eu atravessava.

caio disse...

Ah, Gramado...

Estive lá em abril e todo esse "detalhe" do trânsito não me passou despercebido. Pus fotos em meu orkut, dê uma olhada quando puder. Até mencionei a falta de semáforos, embora não tenha registrado em foto isto.

Voltei bem mal acostumado para cá. Muitos pedestres daqui me olham esquisito quando faço sinal para eles passarem...

Paguei esses mesmos 6,80 de pedágio em trechos da BR 116 (sentido Porto Alegre-Gramado) e achei a estrada muito boa... mas hei de concordar que a sinalização é preocupante nas estradas que ligam a Região das Hortênsias ao Vale dos Vinhedos. Cheguei a me perder quando saí de Garibaldi.

Como gastronomia é um roteiro turístico à parte em Gramado, lhe menciono os que conheci. Comi fondue em três: Bouquet Garni (o mais caro, bem utilizado por mim para o dia dos namorados), La Belle du Valais e Chateau de la Fondue. Todos excelentes - para mim, o Chateau foi o mais acessível e de menos gente metidinha.

O Pastaciutta, por sua vez, me fez comer com paladar bem mais crítico nos restaurantes italianos daqui. Já comida a quilo com preço honesto é no Vale Quanto Pesa.

Lugares que a Júlia deve gostar de conhecer: Mundo a Vapor, Minimundo (bastante válido também para o sr, que vi ser um apaixonado pela cultura alemã, pois o que mais tem lá são miniaturas de castelos e prefeituras de pequenas cidades alemães) e o pedalinho do Lago Negro. A sede da chocolateria Florybal é outra sugestão: no horário de visitação, vocês poderão acompanhar os métodos de produção do chocolate, além de comprar aquelas esculturas comestíveis (desde coelhos até carros de F1 e bonecos do Shrek) em menores preços.

Em Canela, há dois parques de diversão. Um deles, o Alpen Park, tem cinema 4D. O outro (esqueci o nome) oferece cavalgadas. Infelizmente, não pude conhecê-los, mas fica a dica. Em uma ramificação da estrada que leva a Canela tem ainda passeios de teleférico, com vista para o parque do caracol.

Se puder, não deixe de ir à Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis (esta, um pouco mais longe que Canela: uns 37 km). É um parque-museu alemão, com um restaurante a quilo cheio de iguarias germânicas. Há também duas lojas que tiram fotos à moda antiga.

Boa diversão a vocês, professor! :D

caio disse...

Ia colocar este comentário junto do outro, mas deu aviso de que ficaria muito grande para ser processado.

Lugares que a Júlia deve gostar de conhecer: Mundo a Vapor, Minimundo (bastante válido também para o sr, que vi ser um apaixonado pela cultura alemã, pois o que mais tem lá são miniaturas de castelos e prefeituras de pequenas cidades alemães) e o pedalinho do Lago Negro.

A sede da chocolateria Florybal é outra sugestão: no horário de visitação, vocês poderão acompanhar os métodos de produção do chocolate, além de comprar aquelas esculturas comestíveis (desde coelhos até carros de F1 e bonecos do Shrek) em menores preços.

Em Canela, há dois parques de diversão. Um deles, o Alpen Park, tem cinema 4D. O outro (esqueci o nome) oferece cavalgadas. Infelizmente, não pude conhecê-los, mas fica a dica. Em uma ramificação da estrada que leva a Canela tem ainda passeios de teleférico, com vista para o parque do caracol.

Se puder, não deixe de ir à Aldeia do Imigrante, em Nova Petrópolis (esta, um pouco mais longe que Canela: uns 37 km). É um parque-museu alemão, com um restaurante a quilo cheio de iguarias germânicas. Há também duas lojas que tiram fotos à moda antiga.

Boa diversão a vocês, professor! :D

Adelino disse...

Seria um sonho ver em Belém a metade dessa civilidade. Só a metade bastaria. Acredito que, um dia, chegaremos lá!

Abraços!