domingo, 11 de setembro de 2011

Imbecilidade além da conta

Alguma coisa não bate na contabilidade da evolução. Até um certo momento, o surgimento de novas técnicas e tecnologias, a sistematização de novos conhecimentos; enfim, o muito que fez do XX o "século do conhecimento" deveria ter levado a humanidade a um patamar superior de comportamento e ética, até mesmo de sabedoria. Mas não é exatamente assim.
Quando vejo uma reportagem como esta, sobre ações desviadas ou mesmo criminosas perpetradas através do Facebook, constato que a curva ascendente desvia de novo para baixo. É impressionante porque, em outras épocas, se uma pessoa queria cometer um crime, tentava por todo modo se manter na clandestinidade. Agora, os imbecis se utilizam das redes sociais para planejar assaltos, convocar atos de vandalismo, procurar matadores de aluguel, planejar homicídios. Não adianta me dizer que a noção de privacidade hoje é diferente. Não se trata de flexibilizar certos parâmetros, mas de ser um completo e rematado idiota.
Eu realmente não compreendo...

2 comentários:

Adrian Barbosa e Silva disse...

Me parece que o escritor do artigo, no momento em que escreveu mesmo, a meu ver, estava no mínimo um pouco atrasado no tempo, no momento em que menciona o fato do rapaz Robert Nickson Jr. ter sido imputado por aquilo em que, aqui no Brasil, chamamos de "estupro com violência presumida". Bem, a este crime, chamávamos até 2009, mas parece que o jornalista esqueceu das inovações da lei 12.015... Esses jornalistas metidos a fazer "jurisconsultas criminais"... (professor, estou de volta ao blog com meus comentários... Desculpe a ausência, estava com um probleminha de administração de tempo e otimização de atividades. Me aguarde em breve. Abraços).

Yúdice Andrade disse...

Deveras, Adrian, já faz tempo que "estupro presumido" (nomenclatura por sinal incorreta, pois presumida era a violência; o estupro se tinha como real) foi substituído por estupro de vulnerável. Mas a falta de zelo dos jornalistas com a redação de seus textos é tão comum, e já foi tantas vezes comentada aqui no blog, que eu nem destaquei o fato, embora tenha notado a impertinência.