quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uma execução e a pena de morte

Amigos, esta postagem está incompleta. O texto original simplesmente desapareceu, ficando apenas a citação abaixo. Mas eu tinha três citações e mais uma opinião pessoal. Nunca vi algo assim acontecer. Não tenho explicação para o que houve.
Verei se me animo a reescrever o texto. Desculpem a perda da mensagem.

A abolição da pena de morte é um avanço em termos de processo civilizatório. Exprime um  aperfeiçoamento geral do Direito, no que ele guarda das melhores tradições culturais, legados de conquistas sociais e políticas de muitos povos. Ampliação do reconhecimento da dignidade humana, inviolabilidade do corpo, o valor do perdão, a crença na capacidade de recuperação e ressocialização de criminosos, dentre outros, são valores que se associaram para a progressiva "domesticação da vingança".

Maria Cristina Maneschy, socióloga

2 comentários:

Gabriel Parente disse...

É muito triste saber que ainda existem pessoas (e países) que aprovam a pena de morte como sanção adequada. Mais triste ainda é a segregação racial que persiste nos Estados Unidos, mesmo que camuflada. Quando assisti "O Sol é para Todos (1962)" percebi que essa concepção discriminatória vem de muito tempo nos EUA. Um negro acusado de estuprar uma jovem branca no país do Tio Sam renderia, em qualquer tempo, um enorme potencial para julgamento prévio.

Minha vó sempre me falava que era um absurdo a justiça punir um crime com outro crime. Nunca entendi. Depois que cresci, fiquei surpreso, porque isso me parece tão óbvio hoje em dia.

Victor Picanço disse...

Compartilho postagem do Blog do CJK:

"HIPOCRISIA
O politicamente correto é hipócrita, cada vez mais me convenço disso.

Todo mundo leu a história do condenado a morte nos EUA, no Estado da Georgia, um "afroamericano" que alegava inocência do homicídio de um policial branco pelo qual foi condenado.

Troy Davis obteve o apoio de associações de defesa dos direitos dos presos, advogados de nomeada apresentaram dezenas de recursos em seu favor, parte da Imprensa se mobilizou, a opinião pública se comoveu, as pessoas montaram vigílias, missas foram rezadas, freiras carregaram cartazes contra a pena de morte, etc.

Vou logo esclarecer, para mim não importava no caso se ele era inocente ou culpado, torcedor do Remo ou do Paysandú. Sou totalmente contrário a pena de morte, em qualquer hipótese.

Nada adiantou, ele acabou sendo executado. Em pleno século XXI, acho isso uma barbaridade.

Mas aposto que ninguém ficou sabendo que no mesmo dia, no Texas, com minutos de diferença, uma outra pessoa foi executada.

Não se leu na Imprensa uma linha contrária à execução, não se soube de nenhuma mobilização da Opinião Pública mundial, dos advogados e das "Igrejas".

É que no caso texano, o crime em questão foi um homicídio bárbaro perpetrado por três sujeitos racistas, que esfaquearam uma pessoa, amarraram-no na traseira de uma caminhonete e o arrastaram por milhas em estradas de terra.

O sujeito que já foi executado, Lawrence Russell Brewer, era um psicopata que fez parte da famigerada Ku Klux Klan, e com esse bárbaro crime queria fazer "propaganda" de um novo grupo racista que estava organizando.

Não se soube de ninguém que tenha vertido uma lágrima com a execução deste facínora...

Mas aí, pergunto, a questão maior não é ser contra a aplicação da pena de morte? Será válido escolher para quem vale os "direitos humanos"? Para determinado perfil de réus tudo bem, para outros não?!"