quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Classes sociais

A mais recente edição da revista Mundo Estranho traz uma pequena matéria sobre como se definem as classes sociais no Brasil. Ela confirma algo que eu já afirmava: por esses critérios, a ascensão social ficou muito mais fácil. Não que as pessoas estejam, de fato, mais ricas, mas simplesmente porque os critérios estão generosos demais, em minha humilde opinião.
Qualquer hora dessas alguém vai me classificar como "classe A" e eu, honestamente, não vou acreditar nisso. Não vou mesmo...

5 comentários:

Ana Miranda disse...

Eh...eh...eh...
Pelos critérios, você e muitos outros brasileiros serão considerados milionários sem terem um milhão...
Se é que você já não tem, né não???

Anônimo disse...

Essa mudança nos critérios de medida da ascenção social foram modificados em 2005, quando o Lula percebeu que as políticas implantadas não iam realmente causar uma mudança significativa no país, justamente para que ele tivesse alguma forma de mostrar o contrário. Mexeram em uma coisa séria por pura ganância política. É uma m...

Adrian Barbosa e Silva disse...

À grosso modo, segundo as teorias de classe oriundas do ilustre Marx, mais precisamente o Materialismo Histórico, essas "ascensões" até podem ser normais, normais porque a mudança não ocorre nas massas, mas em alguns contextos particulares. Concordo com ele, é claro que não podemos vislumbrar atônitos à favela da Roçinha se tornar uma Av. Paulista. Aí já é insânia demasiada. São as primeiras palavras de O Manifesto Comunista: "A história das civilizações é a história das lutas de classes", nunca vou me esquecer...

Frederico Guerreiro disse...

Carro, moto, iPad, iPod, i... pouco importando o uso que se vai fazer deles ou o que sai pela boca. Padrão Lula. Educação, ZERO.

Yúdice Andrade disse...

Ana, só se for um milhão de amigos, para bem mais forte poder cantar! Como dizia uma tia-avó já falecida, só sou rico da graça de Deus!

Parece que os critérios atuais foram revistos em 2008, anônimo. Até pela espécie de revista, que é mais de entretenimento do que de informação, não há qualquer alusão a fatores determinantes dessas mudanças. Mas confesso que não me surpreenderia se houvesse um dedo do governo nisso, para melhorar seus números.
Continuarei insistindo que não me vejo na classe que me atribuem.

Mas aí é que está o problema, Adrian: esses critérios são massivos e têm efeitos importantes, ao menos na política.

O objeto da vida humana agora é consumir, Fred. Triste, porém verdadeiro.