quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Seis anos

Em 2001, a cineasta carioca Sandra Werneck (59) nos proporcionou o prazer de assistir ao seu filme Amores possíveis, com uma inteligente edição na qual três versões de uma mesma história de amor eram contadas de forma intercalada. Além do filme, a trilha sonora também era muito bacana e continha uma composição de (Paulinho) Moska, com o mesmo título. A letra:

Sim, tudo agora está no seu lugar

O Universo até parece conspirar
Para que não seja tudo em vão
Tanto tempo esperando esse amor

Sim, parece até que nada em nós mudou
Tanta coisa a gente inventou
Pra chegar afinal onde sempre eu te quis
Ver chegar

Paixões que eu vivi como se fossem uma
A tua espera sempre foi assim
Contratos feitos com o tempo
Amores são sempre possíveis
Sim!

Muitas vezes, escutei essa canção enquanto aguardava o retorno de Polyana, que naquela época cursava mestrado em Florianópolis. O inferno do namoro à distância. Mas algumas vezes escutávamos juntos. Depois de algum tempo, ela retornou, radicou-se por aqui e nos casamos, em 13 de janeiro de 2005, por sinal uma quinta-feira, como hoje.
E lá se vão seis anos...
Um casamento exige sucessivos contratos, que refazemos sempre que preciso, na tentativa de acertar. E vamos vivendo, com nossos hábitos e turras, agora a três. E como é bom!

4 comentários:

Luiza Duarte Leão disse...

Assim como, há alguns dias, disse que Julia tinha sorte pelo pai que tem, quero registrar hoje que Polyana também é uma mulher de sorte, pelo marido que tem. Não sei o quão clichê já virou dizer que o amor e a sensibilidade estão em falta no mundo, mas acredito nisso piamente.
Pessoas que tem a coragem de viver um relacionamento não superficial e se dedicar à família estão muito longe de estar em extinção, graças a Deus, mas também não consigo vê-las como maioria.
Adorei o detalhe do mestrado fora e do namoro à distância. Passei por isso e concordo que é um inferno! Aliás, no mundo dos relacionamentos superciais acima mencionados, a distância não tardaria a miná-lo. Mas, como diria Shakespeare, no meu soneto favorito, "amor não é amor se quando encontra obstáculo se altera, ou se vacila ao mínimo termor".
Parabéns ao casal e vida longuíssima ao amor de vocês!

(À propósito, por onde anda Polyana, que nunca mais postou?)

Yúdice Andrade disse...

Estou certo de que preciso melhorar muito e isso não é um clichê, nem falsa modéstia. É um reconhecimento, desses que só podemos fazer quando vivemos sob o mesmo teto com alguém.
O fato é que minha terapeuta voltará a me ver em 2011...
Também tenho todo o interesse no retorno de Polyana ao blog, mas ela tem dado de ombros aos meus comentários. Sempre que alguém pergunta por ela, aqui, aviso. Tomara que se sensibilize, uma hora dessas.

Ana Miranda disse...

Yúdice, se você não assistiu, assista ao documentário que a Sandra Werneck fez sobre adolescentes, moradoras de favela, grávidas.
Excelente. O documentário chama-se "MENINAS", nada a ver com o filme "As Meninas" baseado no livro da Lígia Fagundes Telles.

Yúdice Andrade disse...

Já ouvi falar, Ana. Vou procurar assistir.