sábado, 14 de maio de 2011

Psicanálise

Como tenho aversão ao autismo jurídico, a essa mania burra de achar que o Direito basta a si mesmo e que nós podemos resolver problemas jurídicos à margem daquilo que pejorativamente se classifica como ciências ou conhecimentos extra ou metajurídicos, tenho uma inclinação natural aos vieses sociológico, político, filosófico, psicológico, etc. Irrita-me um pouco o viés econômico, mas confesso que tenho um preconceito danado com Economia, ciência que eu julgo artificial e destinada apenas a deixar as pessoas infelizes (com perdão aos meus amigos econonistas, ainda mais porque sou totalmente leigo nessa seara).
Particularmente interessado pelas ciências psi, esta semana assisti ao primeiro módulo do curso de extensão sobre Direito e Psicanálise promovido pelo CESUPA, tendo como primeiro tema abuso sexual. O curso é ministrado pelo Prof. Dr. Ernani Chaves, da UFPA.
Se você espera que eu lhe diga algo de concreto sobre o curso, lamento, mas não vai rolar. Isso porque ele me deixou mais dúvidas e inquietudes. Do ponto de vista científico, isso é ótimo, porque desvela a minha ignorância sobre o tema e minha necessidade de aprofundar o estudo antes de me atrever a escrever a primeira linha a respeito. Ainda mais porque, nos últimos anos, tem aumentado o número de estudiosos que procuram relacionar as duas áreas do conhecimento, já havendo uma boa quantidade de trabalhos disponíveis. E as relações são muitas e da maior importância, notadamente para quem lida com questões criminais, como eu.
Em suma, a iniciativa foi excelente, pelo que dou meus parabéns à coordenação do curso, notadamente a minha querida Bárbara Dias, que esteve mais à frente da organização desse evento específico. E me comprometo a ler, me informar antes de encarar o Ernani de novo, no segundo módulo. Quem sabe até lá eu já consiga, ao menos, colocar as minhas dúvidas em termos?

2 comentários:

Anônimo disse...

Yúdice,
Pôxa, perdi esta oportunidade.Desde 2003, quando tive oportunidade de trabalhar numa equipe multidisciplinar de atendimento as vitimas de violencia em que duas integrantes eram psicólogas com formação em psicanálise me interessei pelo assunto. O fato é que o discurso do direito é impositivo e alguns profissionais de nossa área acham que o direito basta em si mesmo.
Aprender a lidar com as questões como Poder, Ética e Justiça sob um ponto de vista psicanalítico nos faz questionar e pensar o nosso próprio papel profissional.
De fato é inquietante, mas nao poderia deixar de ser assim, afinal a seara da psicanálise é exatamente o inconsciente (ou aquilo que ainda nao queremos enxergar ainda).
Bom final de semana,
Anna Lins

Yúdice Andrade disse...

Se serve de consolo, minha querida, haverá mais três módulos. O segundo, na primeira quinzena de junho, sobre alienação parental. Estaremos lá. Abraços.