sábado, 16 de abril de 2011

Comportamentos edificantes

Durante passeio com a família na última sexta-feira, 15 de abril, a apresentadora Ana Maria Braga fumou bem ao lado de sua neta de apenas dois meses de idade. Com cigarro fede em todas as direções, a criança foi molestada. E a depender da direção do vento, foi bastante prejudicada.
Com a atitude, Ana Maria conseguiu mais audiência do que com seu programa de TV. Infelizmente para ela, uma repercussão negativa. Bem feito. Como sempre digo, todo castigo para fumante é pouco.
Vou me lembrar desta imagem na próxima sala de espera de médico que me obrigar a assistir às mensagens edificantes de elevação espiritual que ela manda aos telespectadores todo santo dia.
Quem puder, por favor me confirme se a filha da apresentadora que irresponsavelmente submeteu sua filha a esse constrangimento é a mesma que postou, na Internet, as fotos de seu parto normal. Deve ser, porque foi coisa recente. Gente estranha, não? Vale lembrar que, naquela oportunidade, havia cachorros por cima da cama onde o bebê estava.
Boa sorte, garotinha.

16 comentários:

Anônimo disse...

Yudice não faço nenhuma, mas sem nenhuma objeção à crítica que fazes ao uso de cigarro e exposição da neta ao risco que o fumo acarreta.
Não te conheço e posso estar errada, mas a intolerância que permites ler nos teus escritos é insuportável e me incomoda profundamente. Afirmar que todo castigo para fumante é pouco, impõe uma contradição principalmente por seres educador e chega até a ser ridículo.

Yúdice Andrade disse...

Minha cara, agradeço a crítica respeitosa. E com o mesmo respeito, esclareço que, como geralmente ocorre nos blogs pessoais, aqui há um pouco de tudo. Há os dias de seriedade e os de puro sarcasmo; existem as postagens em falo como educador e outras em que me permito a pura exteriorização de sentimentos pessoais. Há, inclusive, os postagens em que apresento as minhas piores características. Não fiz este blog exatamente para ser amado.
Quando criei o blog, expliquei que o título se refere às arbitrariedades que cometeria por aqui. Por ser lido muitos alunos e gente boazinha, moderei o tom e em um certo momento achei que a coisa já estava suave demais. Por isso, no início deste ano avisei os leitores que voltaria às origens, ou seja, subiria de novo o tom. Trata-se de voltar a ser eu mesmo.
Veja que, ontem, fiz uma postagem manifestando admiração por conhecidos cascas grossas da TV.
Por tudo isso, mesmo considerando válida a sua crítica, preciso preveni-la que aceito o risco de ser ridículo e outras coisas ruins. Já sou politicamente correto demais com coisas demais. Com fumantes, não. Para mim, a filosofia é: preserve a vida: apague um fumante.
Enfim, haverá os dias mais leves. Contudo, o blog é assim.
Agradeço se merecer uma nova visita. E até se não merecer.

Adrian Barbosa e Silva disse...

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Ana Miranda disse...

Eu, que jamais coloquei um cigarro na boca e tive um marido que fumou por uns 20, dos nossos 30 anos de casados, e que parou depois de muitos protestos, assino embaixo do seu seu texto.
O fumante não prejudica só a si, ele prejudica a todos que estão a sua volta.
Se eu não sou fumante ativa, por que mer** tenho que ser fumante passiva?????

João disse...

Gostaria de saber como o senhor se sentiria ao ver alguma manisfestaçâo preconceituosa acerca dos obesos, grupo de que o senhor faz parte (desculpe se parece ofensivo, mas não consegui dizer de outro modo). Afinal, pimenta no dos outros é referesco.
Sou contra bafejar fumaça na cara dos outros, assim como sou contra pessoas que querem ditar como outros devem viver a sua vida.
O senhor tem todo o direito de manifestar o seu pensamento. Porém, é no mínimo estranho uma pessoa culta não respeitar a conduta alheia (desde que não prejuque terceiros, obviamente).
Não ser obeso também é preservar a vida. Talvez o senhor devesse consultar artigos médicos para se esclarer quanto às doenças a que os obesos estão sujeitos.

Yúdice Andrade disse...

Para começar, eu não estou nem aí para o que dizem dos obesos, dos calvos, dos advogados e dos avessos a futebol.
Mais importante: minha obesidade e minha abstinência a cigarro não prejudicam ninguém (no máximo, no primeiro caso, a mim mesmo). A crítica aos fumantes sempre esteve vinculada ao fato de causarem prejuízos a terceiros. Prejuízos comprovados por toda a ciência do mundo.
É um saco que, em 2011, eu ainda tenha que repetir isso. Se precisar que a explicação acima seja desenhada, peça para outra pessoa, porque minha paciência com gente que não quer entender o óbvio anda curta até demais.
Não pretendo ditar o modo de vida de ninguém. Mas tenho o direito de manter pessoas nocivas longe de mim.

Agradeço as gentis manifestações, Ana e Adrian. Alguém tem que entender alguma coisa por aqui!

Anônimo disse...

Quanta intolerância... sr. Yúdice! respeite as opções e o livre arbítrio dos outros.
O senhor é a coisa mais bela, certa e benfazeja que existe na terra.
Tenha dó!

Yúdice Andrade disse...

Não me dirigi a ninguém em especial. Você não aceitou que eu externasse uma visão genérica sobre o assunto, que eu exercesse a minha liberdade de expressão - e pior: dentro do meu próprio blog! -, e vem aqui com esse discursinho de respeito, liberdades e direitos!
Ora, me compre um bode! Vá distribuir o seu democratismo em algum lugar onde haja pessoas tolas o suficiente para acreditar nele. Aqui, neste blog, os limites da democracia já foram esclarecidos publicamente há muito tempo, o que me torna, no mínimo, coerente com a minha proposta.
Caso não saiba, São Paulo e Minas Gerais são bons lugares para comprar bodes. Pensamos primeiro no Nordeste, não? Bodes de qualidade, como eu mereço, podem ser encontrados por preços médios que variam entre 650 e 800 reais.

André Carim disse...

Amigo Yúdice:
Fumantes, bêbados, drogados e viciados em geral eu até tolero, desde que não me prejudiquem e nem à coletividade. Querem morrer? Que morram! Faço apenas uma ressalva quanto aos megalomaníacos donos de carros de passeio equipados com sonorização de trio elétrico,invariavelmente amantes de tecnobregas, lambadas e afins. Esses miseráveis têm sorte por bazucas não serem comercializadas nas esquinas, pois, caso fossem, eu andaria com duas no meu carro. Quanto aos patrulheiros do conteúdo "politicamente correto" dos blogs alheios, freqüentadores assíduos do teu “Arbítrio”, esses são fardos difíceis de aturar, pior ainda quando são “tímidos” e não mostram a face, nos dando a entender que tem vergonha dos seus nomes de batismo, das suas famílias ou mesmo dos seus comentários inexpressivos.

Yúdice Andrade disse...

Se o blog fosse teu, André, a patrulha dos que têm o direito de tonitruar bregões na cabeça dos outros ia te encher o saco. Como o blog é meu, eu te pouparei disso, eliminando quaisquer tentativas toscas de criticar a tua intolerância e blá blá blá.
Precisa a conclusão do teu comentário. Abraço.

Maíra Barros de Souza disse...

Engraçado como a carapuça serve em tantos não? Ri demais com alguns comentários feitos aqui.
O senhor tem TODA a razão, em que pese o fumante estar perto de pessoas não fumantes ele está afetando SIM a saúde de terceiros e ponto final.
Se os fumantes entrassem numa bolha para fumar e somente eles pudessem inspirar a própria fumaça, seria ótimo e eu não teria nenhuma ressalva a fazer.
Cada um faça o que bem entender da vida, desde que não afete o bem estar de quem não tem nada haver com isso.

Frederico Guerreiro disse...

E o câncer deu por baixo.

Yúdice Andrade disse...

É simples, de fato, Maíra. Quem não entende tem boas razões para isso. Aliás, péssimas razões.

Fred, nem que eu viva 200 anos vou te superar em matéria de maldade!

Anônimo disse...

nossa! e ainda vem gente aqui te criticar ,como se a conduta da ana maria fosse digna>eu também fui fumante PASSIVA quando criança,por desconhecimento da minha família que não sabia do mal que isso causava ,mesmo que eu não fumasse diretamente.há vários anos o meu familiar parou de fumar e te digo que mesmo quando ele fumava-e no caso,eu junto-eu simplesmente não conseguia sentir fedor de cigarro.achava que as pessoas eram loucas por dizer que fumaça de cigarro fede.só uns dois anos após a abolição do cigarro da minha casa,finalmente o meu olfato voltou ao normal e percebi o fedor que é exalado daquele minúsculo cigarrinho.hoje em dia ,não consigo chegar perto sem passar mal.só aí percebi como o cigarro é realmente nocivo pros fumantes passivos também.dos ativos nem se fale.creio que essas pessoas que reclamaram ainda estão nas trevas.falta um pouco de informação e estudo sobre o assunto.vale lembrar também que o nome do blog é ARBÍTRIO DO YÚDICE.

Yúdice Andrade disse...

Querida anônima das 23h23, mal pude acreditar quando li seu comentário e percebi que ainda existe esperança! Finalmente alguém (fora os amigos, é claro) entende a moral da história! Ou do blog.
No mais, grato pelo interessantíssimo depoimento.

Luiza Duarte Leão disse...

Opa, perdi essa discussão? Espero que lhe deixem em paz, mas duvido um pouco.
Já passei por isso, sabe? Critico mesmo pessoas idiotas (como a Ana Maria, neste caso) e preconceituosas, que prejudicam ou se metem na vida alheia. Posso dizer, então, que sou preconceituosa contra idiotas e preconceituosos.
Tive que escutar que eu deveria deixar os outros viverem da forma que melhor entendiam. Não recriminar, por exemplo, quem acha a homossexualidade uma anomalia. Pelo que entendi, era mais ou menos assim: "Deixa de criticar aqueles que vivem criticando a vida dos outros". Mereço?