sábado, 23 de abril de 2011

Nem a morte mata a solidão

Conforme eu havia dito que aconteceria, o corpo de Wellington Menezes de Oliveira não foi reclamado por nenhum parente. Mediante autorização judicial, foi enterrado num cemitério diferente daquele onde fora inumada sua mãe. Ninguém acompanhou o sepultamento, ontem.
Aconteceu tudo como esperado.

7 comentários:

Ana Miranda disse...

Muito triste isso, a morte de todas aquelas crianças e a vida desse sujeito...

Yúdice Andrade disse...

Se somarmos tudo, dá uma história de terror.

Luiza Duarte Leão disse...

É triste isso. Esse rapaz foi vítima do descaso da família, da escola e da sociedade, que não conseguiram perceber seu sofrimento, que serviu como munição em uma mente doente.
Nem todas as pessoas sofridas e/ou mentalmente transtornadas cometem horrores, mas é uma combinação bombástica, que poderia, talvez, ser evitada, se o mundo tivesse mais amor.

Maria Cristina disse...

Caríssimo
Quando li seu post achei que você tocou num ponto crucial dessa história, a solidão dura e crua. Anda mais crua quando para trás se encontram rejeição, auto-estima zero e uma trajetória de vida que não soube encontrar sentido, em um meio indiferente a quem não pode construir seus nichos de afeto e identidade. Uma história de terror mesmo, como você diz. Sem que se possa extrair significados claros do episódio, vale prestar atenção a alguns fatores que se combinaram para produzir o enredo. Eles não são excepcionais. E há, também, a conexão virtual que constituía o mundo de relações daquela pessoa.

Anônimo disse...

Até onde sabe-se ele foi adotado e viveu numa família normal, como qualquer dos seus irmãos. Mas sempre que um vagabundo faz merda a culpa é do contexto e nunca do animal. A vida do Nem, chefe do tráfico da rocinha, foi muito pior que a desse monstro. Pq vocês não foram lá acompanhar o velório, ao invés de degustar os melhores restaurantes da cidade? Realmente é mais confortável tentar fazer um mundo melhor do ar condicionado e com um computador, afirmandos vários "se" a vida de todos fosse um conto de fadas.

Yúdice Andrade disse...

Das 22h04, não sei responder as suas perguntas. Aliás, o que realmente não sei é como alguém como você sobreviveu à própria infância.

Luiza e Maria Cristina, vocês são um alento para quem tem que aturar gente que nem consegue entender do que, afinal, estamos falando.

Anônimo disse...

a luiza já disse tudo.não há nada a acrescentar.sempre me pergunto isso:se o mundo seria melhor se todos fossem mais solidários,se amassem mais(sem sacangem alguma nisso)e seguissem as regras justas feitas para o benefício geral.parece tão simples de se fazer.