domingo, 6 de março de 2011

Quantos males...

Há poucas semanas, escrevi que um vírus passou aqui por casa no começo de dezembro e se instalou, fazendo vítimas num planejamento alternado: ora o pai, ora a mãe, ora a filha. Já em fevereiro, esgotado da rotina de melhorar e piorar, e me dando conta do longo tempo que já estávamos em medidas meramente paliativas, decidi colocar os médicos na história. Foi quando a hipótese de sucessivas contaminações por vírus foi substituída por outra: alergia.
Tenho um diagnóstico antigo de rinite, mas esse problema, em verdade, jamais me afetara além de uma coriza leve, passageira e ocasional. Costumo dizer que se eu não tivesse ido ao médico procurar, jamais teria encontrado essa doença. Que entrei saudável e saí de lá com desvio de septo, rinite e adenoide. E um otorrino louco para me operar. Ignorei. Meu irmão fez cirurgia para correção de desvio de septo, sofreu uma semana e não obteve nenhuma melhora.
Nestes últimos dias, percebi que as três pessoas da família apresentam os mesmos sintomas (tosse e secreção), em diferentes graus de intensidade. Além disso, nossa casa não está preparada para pacientes de alergias respiratórias: temos papeis por todo lado, inclusive antigos, brinquedos infantis, muita coisa que demanda cuidados especiais. Finalmente nos demos conta de que a explicação mais plausível é mesmo alergia e por isso levamos Júlia para uma consulta com uma especialista. Ela está fazendo medicação preventiva enquanto aguardamos os resultados dos exames de sangue. O resultado? Nenhum. Sob certos aspectos, ela piorou.
As últimas noites têm sido sofridas. Não aguento mais ver minha pequena lutando contra uma tosse noturna persistente; caindo de sono, mas sem conseguir relaxar. Crises intensas, de cerca de uma hora, que passaram a resistir aos remédios que já usávamos e que parecem debochar dos que acabamos de introduzir. Enfim as olheiras estão se instalando sob seus olhos, indícios de sono ruim. Neste domingo a casa tomará um banho de substâncias bactericidas, fungicidas, acaricidas e o escambau. Brinquedos estão sendo recolhidos e novos hábitos implantados, em regime de urgência. Depois disso, não sei mais o que fazer.
Já conheci inúmeras pessoas que relatavam longos sofrimentos com alergias, mas nunca antes convivi com isso. É duro dizer, mas já estou com saudade do tempo em que eu achava que isso era gripe.

***

Depois de remédios e aerossol, Júlia dorme há quase meia hora. Nesse meio tempo, tossiu de leve umas três vezes. Está sossegada. Espero que assim prossiga até raiar o dia. Durante o dia ela fica bem.
Vou apelidar essa desgraça de alergia-vampiro: quando chega a meia-noite, o terror começa!

7 comentários:

Julio Lourinho disse...

A Marcella e eu ja passamos por tudo isso...resolvemos com o Dr. Rogerio Fraia..um excelente Otorrino vale a pena tentar. O Telefone dele é 3222-6148

Yúdice Andrade disse...

Agradeço a indicação, Júlio. Deus não permita, mas para o caso de entrarmos naquela de nada-do-que-tentamos-resolve, e sermos obrigados a tentar inclusive outro médico, certamente que acolherei a sugestão.
Abraços. Tudo em paz com o Thiago?

Lilica disse...

Não esqueça que moramos do lado debaixo do equador, logo, respiramos água e vivemos debaixo desse sol inclemente. Talvez tua filhota terá que ficar longe dos bichinhos de pelúcia, cortinas, tapetes, etc. Na verdade vcs vão ter que conviver com esses ciclos virais. Quanto tempo? Só a resistencia orgânica dirá. Boa sorte e melhoras pra lindinha.

Luiza Duarte Leão disse...

Poxa, Yúdice, imagino o desespero que essa situação gera, a longo prazo. Ver uma criança sofrendo desse jeito é realmente angustiante.
Imagino que, como eu, muito dos seus leitores que já o consideram um amigo se penalizem e se entristeçam por não poderem fazer nada, apenas torcer e, para quem acredita, rezar.
Ficarei aqui com as vibrações positivas. Mal não faz, né?

Frederico Guerreiro disse...

Yúdice, já tentaste limpar os aparelhos de ar-condicionado? Certa vez essa era a fonte de nossos espirros e tosse. E ainda fiz melhor: comprei novos aparelhos.
Ah, uma coisa eu tenho de agradecer aos meus pais (duas na verdade, mas vou citar só uma): mandou tirar minhas amígdalas ainda criança. Essa porqueira na entrada da garganta é um órgão vestigial que só serve para inflamar. Vivo adoravelmente bem sem elas. Quem sabe a Júlia agradece no futuro? Quem sabe não é isso que falta para vocês todos?
Grande abraço

Anônimo disse...

ah,caro yúdice!me compadeço com a tua situação e hei de rezar pra saúde voltar à Júlia e a vocês dois.Acabei me lembrando da minha infância em que a hora de dormir era um inferno em determinadas épocas do ano-também tenho rinite alérgica.Se servir de consolo,há medida em que ela for crescendo ,vai melhorando.Além do aerossol que é excelente,tente passar vicky vaporub no peito,nas costas e no nariz(por fora).Dormir de bruços e nada de cortina de pano,bichos de pelúcia,carpete e afins,liveos guardados cheios de poeira que ela possa mexer.rinossoro é excelente pra catarro nas vias aéreas e xarope de framboesa pra garganta.Lhes desejo melhoras.

Yúdice Andrade disse...

Verdade, Lilica. Estamos na fase de aguardar resultados de exames para decidir, só lá para a próxima semana, como será o futuro. Mas mudanças que mencionaste já estão sendo feitas.

Pelo contrário, Luiza. Faz um bem danado e te agradeço muito por isso.

Fred, realmente ainda não tomamos essa providência, mas ela já está anotada. Só um detalhe: no quarto do casal não há refrigeração artificial. Portanto, é um fator importante no quarto da própria Júlia, mas decerto não é a causa determinante. Tomaremos esse cuidado, claro, para melhorar o ambiente.
Quanto às amígdalas, aguardaremos o posicionamento da pediatra. Sabemos que hoje em dia não existe mais a recomendação de extração.

Das 22h10, sugestões anotadas. Boa parte delas já está em plena execução. Ainda não usamos o Rinossoro, porque temos outros medicamentos. Mas o Vick está aqui, a postos. Por sinal, eu tenho usado. Grato pelas orações.