segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fidalguia paulista

Não me culpe pela pose.
O músico Júnior Lima, atualmente baterista, mais conhecido como "irmão da Sandy", esteve em Belém neste final de semana para se apresentar com a banda Crossover, de música eletrônica.
Esta é a hora em que você se pergunta: e por que diabos o Yúdice está tratando disso em seu blog? Simples. No sábado, um amigo meu esteve em um conhecido restaurante ali na Benjamin Constant e topou com o cidadão e alguns acompanhantes, provavelmente da produção do evento. Tanto o meu amigo quanto o grupo saíram por volta de duas horas da manhã. O detalhe é que Júnior chegou num C4 Pallas que ficou garbosamente estacionado em fila dupla durante todo o tempo de permanência das autoridades no recinto, num momento em que a via, relativamente estreita, certamente foi prejudicada por isso.
Mas tenho que ser justo: a culpa não deve ter sido totalmente do rapaz. No lugar dele, eu teria proibido o motorista de estacionar em fila dupla, inclusive para não associar minha imagem a um ato de filhadaputice incivilidade desses. Contudo, certamente não precisamos de um playboy de Campinas (desculpe a referência, querido Alexandre, mas o garoto realmente é campineiro) para nos ensinar como sacanear a rua, que deveria ser pública. Afinal, em matéria de filhadaputice incivilidade, os paraenses, playboys ou não, são campeões.
No mesmo momento em que o irmão da chatinha jantava, uma grande quantidade de automóveis obstruía as calçadas da Av. Braz de Aguiar — para gáudio da CTBel, que aproveitou a madrugada para multar, guinchar, animar...

PS — Você conhece alguma música da banda Crossover? Nem eu.

5 comentários:

Anônimo disse...

gostei do termo "filhadaputice".
O senhor foi cômico nesse post.

Yúdice Andrade disse...

Cômico? Se você diz...

Anônimo disse...

Sem ofensas, Yúdice. Concordo contigo, com a filhada... digo, incivilidade, com o playboyzinho e com a chatinha.

Alexandre

Luiza Duarte Leão disse...

Bem, não que eu tenha alguma simpatia pelo Junior (e não, não conheço músicas da Crossover), mas, sendo razoável, TALVEZ ele não tenha tomado conhecimento disso, já que deve ter simplesmente descido do carro e entrado no restaurante.
Como moradora da redondeza, tenho observado que a CTBel anda atuando todo fim de semana na área (o que motivou minha postagem na semana passada).
No sábado, ao retornar para casa, vi mais um monte de carros nas calçadas. Comentei com o Eduardo que os guinchos das últimas semanas não foram suficientes e que, provavelmente, aconteceria de novo, ainda naquela noite. Dito e (bem) feito.
Não sei qual dos três restaurantes eles escolheram, mas certamente não foi o Benjamin, pois lá tem 30 vagas de estacionamento só para os clientes, número suficiente para a lotação do restaurante. E sabe o que é pior? Algumas pessoas dizem para o responsável pelo estacionamento que vão ao Benjamin, mas, na verdade, vão a algum outro. Quando eles verificam isso, cobram a hora ou fração, mas não é essa a intenção principal. Esse é o paraense, não respeita nada!

Yúdice Andrade disse...

São nossas vibrações no mesmo nível, Alexandre.

Talvez, Luiza. Mas acho pouco provável. O restaurante era o Famiglia Trattoria e meu amigo, a testemunha do ocorrido, disse ser possível ver o carro paradão na rua. Além do mais, o grupo em que ele estava e o grupo do músico foram as duas últimas mesas a sair, por volta de duas da manhã, ocasião em que o carro continuava no mesmo lugar.
No final das contas, Júnior pode não ter pensado em nada, mas a meu ver já estaria errado por isso. Afinal, ninguém quer saber do motorista ou do produtor. É a imagem dele que acaba associada a um ato de incivilidade. Não falo apenas de mim. Qualquer pessoa que o visse e reconhecesse diria "olha o Júnior em fila dupla". Quando Beto Barbosa brigou com gente da equipe do tal de Luan Santana, foi para este que sobrou, tanto que foi preciso destacar que ele nem sequer estava presente na hora da confusão.
No mais, paraense é mesmo muito para sacanear os outros! Que pena.